Você já teve a sensação “sempre fui assim”? Sempre um pouco mais cansado do que gostaria. Com menos entusiasmo do que as outras pessoas parecem ter. Fazendo tudo o que precisa fazer, mas sem realmente sentir prazer ou satisfação. Que a vida segue, as responsabilidades são cumpridas, mas existe uma tristeza silenciosa ou um vazio que nunca desaparece completamente.
Quando esse estado se torna parte da rotina, é comum acreditar que ele faz parte da personalidade ou mesmo ser confundida com mau humor. O que muitas pessoas não sabem é que esse sofrimento constante pode ser distimia, também conhecida como Transtorno Depressivo Persistente, uma depressão crônica.
Muitas pessoas pensam que são naturalmente pessimistas, desanimadas ou sem energia, mas esse jeito de ser esconde um tipo de depressão que costuma passar despercebida, inclusive porque a distimia costuma se instalar de forma gradual. Como os sintomas estão presentes há tanto tempo, a pessoa se adapta ao sofrimento e passa a conviver com desânimo, baixa autoestima, dificuldade de concentração, alterações no apetite e sentimento de desesperança.
Viver constantemente cansado, sem entusiasmo ou esperança não precisa ser considerado normal apenas porque acontece há muito tempo. Quando o sofrimento se torna parte da rotina, ele pode passar despercebido até mesmo por quem o vivencia. Buscar ajuda profissional é um passo importante. A Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda a identificar padrões de pensamento negativos que costumam manter o humor deprimido ao longo do tempo. Além disso, auxilia a pessoa a retomar atividades significativas, desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento e construir uma visão mais equilibrada de si mesma, dos outros e do futuro.